quarta-feira, 5 de maio de 2010








Foi um dia cheio!Cheio de trabalho, de pessoas que entravam e saiam. Mas, enfim, chegara a tarde. Respirei aliviado!O expediente havia acabado e só restava ir para casa, tomar um banho, comer algo e dormir. Dormir, no dia seguinte acordar e repetir as etapas de uma vida sem muito significado. As necessidades impunham essa "dinâmica”. Mas, para minha infelicidade o telefone tocou. Ao atender, reconheci aquela voz. Voz de quem ainda com um pouco de receio, sentiu necessidade de reviver um "passado”. Ou melhor, um resquício de passado. Inicialmente, parecia que já não fazia mais sentido reviver tudo aquilo. Tudo aquilo que não acabava, porém não tinha data para acontecer novamente. Mas se o destino fosse favorável, aconteceria. Resolvi aceitar o convite e fui. Fui ao encontro!O coração palpitava aceleradamente. Durante o percurso, tentei ensaiar algumas frases, pensar em assuntos para um bom papo. Cheguei ao local marcado e lá estava. Com sempre, aquele rosto sério, poucas palavras, sorriso disfarçados e... Aconteceu novamente!Despedimos-nos, deixando a entender que se o destino fosse favorável, tornaria acontecer. No caminho de volta para casa, lembrei do telefone que havia tocado e daquela voz macia do outro lado. Pensei: será que o toque daquele telefone significava INFELICIDADE?Acho que não!Mas certamente não significava FELICIDADE. Ao chegar à frente de casa, abri a porta e entrei. Tomei um banho, deitei na cama. Continuei a pensar numa palavra que pudesse explicar tudo aquilo, mas percebi que buscar uma explicação ou um significado não mudaria nada. Tudo continuaria da mesma forma. Portanto, só restava dormir e esperar a “dinâmica” do dia seguinte. Restava torcer, para que sabe-se lá quando, aquele telefone tocasse novamente e aquela mesma voz, macia, fizesse um novo convite.
Jacson Lopes

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